O trabalho de quem trabalha: pistas e desdobramentos à luz da Doutrina Social da Igreja.
Para bem pensarmos a realidade do trabalho e de quem trabalha, nesses dias em que comemoramos o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador, uma afirmativa de Jesus é iluminadora: “O meu Pai trabalha sempre, e eu também” (Jo 5, 17). À luz desse texto bíblico, muitas pistas reflexivas nos são compartilhadas pelo ensino social católico. Vejamos algumas delas e desdobramentos. 1ª pista. O trabalho é uma dimensão fundamental da vida. Deus mesmo, o Senhor da Vida, trabalha sempre. O Amor não descansa e nunca se cansa, parafraseando São João da Cruz. Jesus revela Deus como um Pai Trabalhador, que faz um belo trabalho de amor, criando tudo que existe com uma beleza profunda. Dentre suas belezas criadas, a maior de todas é o ser humano, que Deus cria conforme a Sua própria imagem e semelhança (cf. Gn 1, 1-26). 2ª pista. O próprio Jesus, que assumiu nossa humanidade em tudo, exceto no pecado (cf. Hb 4, 14), foi um exímio trabalhador, “trabalhou com mãos humanas” (Gaudium et Spes = GS, n. 22), pa...