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Mostrando postagens com o rótulo SANEAMENTO BÁSICO

A Privatização do Lucro e a Socialização das Perdas: Uma Análise da Arrecadação em Ubá (2009-2022)

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  A inclusão do gráfico de Arrecadação Total (Água e Esgoto) consolida o diagnóstico financeiro desta análise. Ele revela que, embora o sistema tenha enfrentado retrocessos técnicos e de cobertura, a capacidade de geração de caixa da concessionária em Ubá nunca foi tão alta. A arrecadação total, que flutuava em torno de R$ 12 milhões em 2009, saltou para quase R$ 40 milhões em 2022. O "Ponto de Inflexão" (2019): Até 2018, a receita vinha crescendo de forma gradual, atingindo cerca de R$ 18 milhões. A partir de 2019, com a incorporação do faturamento mensal do esgoto (antes gerido via IPTU pela prefeitura), a curva torna-se exponencial. Aceleração Pós-Transição: Em apenas 4 anos (2019–2022), a arrecadação praticamente dobrou, passando de aproximadamente R$ 26 milhões para quase R$ 40 milhões. Paradoxos do Sistema de Saneamento de Ubá Com todos os gráficos em mãos, o documento final pode agora fundamentar a tese de que há um desequilíbrio profundo entre arrecadação e entrega de...

O Fenômeno do Esgoto em Ubá: Lucratividade Acelerada e o Custo da Privatização

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A análise do gráfico de Receita Operacional Direta de Esgoto em Ubá revela uma mudança drástica no perfil econômico do serviço após a transferência da gestão municipal para a COPASA em 2019. Os números demonstram um retorno sobre investimento extremamente acelerado para a concessionária, em contraste com o custo repassado ao cidadão. Abaixo, detalho os pontos fundamentais dessa transição: A Explosão na Arrecadação de Esgoto Em 2018, sob gestão da prefeitura via IPTU, o sistema arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão. Apenas três anos após a venda, a arrecadação anual atingiu a marca de R$ 10 milhões. Considerando que a COPASA pagou R$10 milhões pelo sistema, o faturamento de 2021 sozinho igualou o valor total da compra, evidenciando um negócio altamente lucrativo para a empresa em um curtíssimo espaço de tempo. O gráfico mostra que em 2022 a receita continuou subindo vertiginosamente, aproximando-se da marca de R$ 15 milhões anuais. Mudança no Modelo de Cobrança e Impacto no Usuário: A transi...

Os Invisíveis da Rede: 10 Mil Ubaenses Ainda Aguardam a Chegada da Água Tratada.

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População Total: É o número total de habitantes de Ubá. Segundo o Censo 2022 do IBGE, somos 103.365 pessoas. Caímos de 117.995, para 103.365 no senso de 2022. É importante acrescentar que existem divergências sobre os números do último censo. Ao compararmos o gráfico da População Total com o da População Atendida, conseguimos visualizar o "gap" para a universalização dos serviços de água em Ubá. Quantos somos? A população total de Ubá é de 103.365 habitantes. Quantos têm água tratada? Cerca de 93.552 ubaenses são atendidos pela rede. Qual é o desafio? Atender os quase 10 mil habitantes que ainda não estão conectados à rede de abastecimento público. Universalizar significa garantir que a água tratada — que passa por rigorosos processos de filtragem e desinfecção — chegue a 99% dos lares. É saúde, dignidade e desenvolvimento para a nossa Ubá! A divergência nos números do Censo 2022 cria um cenário de incerteza para o planejamento público. Se a população real for maior do que os...

Rumo a 2033: O que falta para Ubá atingir a universalização da água potável?

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A população atendida com água tratada corresponde apenas aos moradores que recebem água tratada em suas torneiras através da rede pública da COPASA. Em Ubá, aproximadamente 89,6% da população (cerca de 93.552 habitantes) já conta com esse serviço essencial. O que falta para a Universalização?  O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável. Para Ubá atingir essa meta, ainda precisamos levar rede de distribuição para cerca de 9,4% dos moradores. “ Nota Técnica: Embora os índices oficiais apontem para 89,6%, as divergências nos dados do último Censo sugerem que o déficit real de atendimento pode ser ainda maior nas áreas periféricas e distritos.” O Contraste entre Lucro e Universalização "A análise cruzada dos dados revela uma contradição ética e operacional: enquanto a receita da concessionária saltou 90,71%, o índice de atendimento urbano estagnou ou retrocedeu, deixando cerca de 9,4% da população (mais de 10 mil ubaenses...

O número de economias ativas de água em Ubá cresceu 29,87% entre 2009 e 2022

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De acordo com dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o número de economias ativas de água em nossa cidade  de Ubá cresceu 29,87% entre 2009 e 2022. Mas você sabe a diferença entre os termos técnicos? Economia: É a unidade de consumo (sua casa, um apartamento ou uma loja) cadastrada comercialmente. Ligação: É a parte física — o ramal e o cavalete que conectam o imóvel à rede de rua. O conjunto desses dados que serão publicados nesta série ajudarão a compreender  a evolução da infraestrutura de água e de esgoto em Ubá.  Fonte: SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. #UbáMG #Saneamento #SNIS #GestãoPública #ÁguaeEsgoto #MinasGerais

Tarifa Cara, Torneira Seca: O Raio-X da Crise do Saneamento em Ubá (2009–2022).

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A análise da Receita Operacional Direta de Água compõe o ciclo de contradições na gestão do saneamento em Ubá. Enquanto os indicadores de eficiência técnica (perdas) e social (atendimento) pioraram, a saúde financeira da concessionária apresentou um crescimento robusto. Abaixo, apresento o comentário sobre este gráfico e uma síntese final cruzando todos os dados apresentados: Análise da Receita Operacional Direta: A receita saltou de aproximadamente R$ 12,5 milhões em 2009 para quase R$ 25 milhões em 2021/2022, consolidando uma variação positiva de 90,71%. Mesmo em 2015, quando o consumo per capita caiu drasticamente para o nível mais baixo da série, a queda na receita foi mínima, sendo rapidamente recuperada e superada nos anos seguintes. A receita quase dobrou no período, apesar de o índice de atendimento urbano ter caído de quase 100% para menos de 85%. Isso indica que a arrecadação cresceu baseada no aumento do valor da tarifa (115% de aumento) e não na expansão ou melhoria do ser...

Desafio da Água em Ubá: Uma Análise das Perdas na Captação e Distribuição

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A gestão da água em Ubá, assim como em muitas cidades brasileiras, enfrenta o complexo desafio de equilibrar a captação, o tratamento e a distribuição para atender à crescente demanda da população. A análise dos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) entre 2009 e 2022 revela uma lacuna preocupante entre o volume de água produzido e o que, de fato, chega às torneiras dos cidadãos. Este estudo busca aprofundar essa questão, utilizando gráficos e indicadores para demonstrar como as ineficiências no processo, em particular o alto índice de perdas, impactam diretamente o abastecimento da cidade. Ao longo do período analisado, os volumes de água tratada nas Estações de Tratamento de Água (ETA) de Ubá se mostraram insuficientes para acompanhar a demanda, resultando em racionamentos e falta de água em diversas localidades. Nossa pesquisa conclui que o problema não se resume apenas à quantidade de água captada, mas está intimamente ligado às perdas significativas na re...

A seca de Investimentos e a falta d'água no Bairro Santa Bernadete.

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Mas não precisava ir tão distante para encontrar moradores sem água, já neste século, data em que o contrato completava 30 anos e se aproximava do primeiro vencimento. Mesmo antes da agudização de 2014, quando escancarou de vez a crise da falta de investimentos, regiões como o morro do querosene, parte alta do bairro Palmeiras, morro do Schetino, entre outros, conviviam com frequentes e longos períodos sem água.  A falta de investimento na elevação, na preservação, e nas tecnologias de automação, principalmente na automação das manobras para redirecionar a água de uma região para outra. Uma ocorrência que exemplifica e confirma a operação manual do sistema e seus danos, ocorreu no Bairro Schettino em 2015.  Ao longo de uma visita que fizemos juntamente com agentes de endemias investigando a origem de mais um surto de dengue iniciado na região do Bairro Santa Bernadete, acessamos uma das partes mais alta da região: um escadão em frente à UEMG - Universidade Estadual de Minas G...

CONTROLE SOCIAL NO SANEAMENTO BÁSICO - conteúdo jurídico

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O controle social é um  conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações, representações técnicas e participações nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento básico;  E, no cumprimento de tal alcance, dentre as aplicações possíveis, destaca a obrigatoriedade do Controle Social nos casos em que houver contratação da prestação dos serviços, conforme Art. 11, inciso V da Lei 11.445/2007. Art. 11. São condições de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento básico:  V - mecanismos de controle social nas atividades de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços; Por fim, em seu Capítulo VIII, a Lei Nacional do Saneamento Básico define que o Controle Social poderá ser exercido por órgão colegiado, fixando as diretrizes para a sua instituição, conforme exposto no Capítulo VIII, Art. 47 da Lei 11.445/2007. Art. 47. O con...