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Primeiro de Maio: É nas horas vagas que a gente se encontra

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No próximo dia 1º de maio, às ruas e comunidades se tornam o cenário de uma reflexão urgente para a classe trabalhadora. Sob o lema "É nas horas vagas que a gente se encontra", a Pastoral Operária propõe um olhar que vai além da produção: queremos falar sobre a centralidade da vida. Queremos conectar a mística da Pastoral Operária com a discussão contemporânea sobre a redução da jornada de trabalho e o direito ao bem-estar. O Trabalho como meio, não como fim Historicamente, o trabalho é a base da dignidade humana e da construção da sociedade. No entanto, vivemos um tempo em que a linha entre o "viver" e o "produzir" tornou-se perigosamente tênue. Como aponta o filósofo Nick Srnicek, se a sobrevivência exige jornadas de 50 ou 60 horas semanais, a nossa liberdade torna-se uma ilusão. O cansaço extremo não é um troféu, mas um sintoma de um sistema que prioriza o lucro sobre a saúde e os afetos. O Direito ao Cuidado e ao Convívio Quando afirmamos que "é n...

MÁQUINAS AGRÍCOLAS CHINESAS PODEM SER UM SOPRO PARA À AGRICULTURA DE UBÁ!

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O Dr. Antônio Jacob da Paixão Carneiro, líder ruralista e presidente do Sindicato dos produtores rurais de Ubá-MG, passou muito tempo da sua vida na estrada entre Ubá e Viçosa, com destino a universidade, para discutir uma proposta viável para a agricultura da nossa região. O Dr. Antônio tinha um diagnóstico situacional na ponta língua: Segundo Ele após o esgotamento dos ciclos da poaia, do fumo, do milho em parceria com a agroceres, e finalmente da Cana de Açúcar, restou-nos uma minúscula e atrasada pecuária leiteira de subsistência. Ele dizia também que Ubá precisava realizar uma reforma agrária ao contrário, pois às propriedades muito pequenas não se tornavam sustentáveis economicamente. E como agravante o relevo, quando menos de 10% da área do município é plana o que tornava a mecanização impraticável. Estudo de 1988, confirma que Ubá contava com 4.586 propriedades agrícolas, sendo a maior parte, em mãos de italianos ou descendentes, segundo Vida e Ação da Colônia Italiana no ...

Lideranças analisam a realidade dos trabalhadores em Ubá neste primeiro de maio.

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A Pastoral Operária é uma pastoral social da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Atua no seio da classe trabalhadora com o objetivo de evangelização e reflexão sobre a vida dos trabalhadores/as à luz da Doutrina Social da Igreja Católica. O Grupo de Base do Bairro da Luz e Agroceres foi criado em 1986, e está completando 39 anos. Anualmente o grupo organiza a celebração do Dia Internacional da Classe Trabalhadora, primeiro de maio. O dia dos trabalhadores foi criado em 1889, por um congresso socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral que aconteceu em 1º de maio de 1886 em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores/as foram às ruas protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. A repressão foi dura: houve prisões, feri...

O trabalhador como cuidador e recriador da Casa Comum

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“Entre o ato criativo de Deus dos bens naturais do nada e os bens tecnológicos desenvolvidos produtivamente a partir desses bens primários, está a mediação do trabalho acumulado e não reconhecido de pessoas, povos e gerações. Entre o Deus criador e os bens de consumo, existem trabalhadores criativos invisíveis. Essa é a perversão do atual sistema de relações produtivas: invisibilizar o trabalho humano para não o reconhecer economicamente.  Deus não criou um celular, Deus criou a matéria-prima a partir da qual a espécie humana, por um processo criativo de produção e desenvolvimento acumulado, criou o celular. A Apple não o cria do nada. A Apple não é Deus. O mundo atual de bens e serviços é criado por Deus e pelos trabalhadores”, escreve Emilce Cuda , em artigo para a coluna “ Rumo a Assis: na direção da Economia de Francisco ”. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo. Emilce Cuda é doutora em Teologia Moral Social, membro do Programa Internacional “The Future of Work” (OIT-ICMC...