MÁQUINAS AGRÍCOLAS CHINESAS PODEM SER UM SOPRO PARA À AGRICULTURA DE UBÁ!

O Dr. Antônio Jacob da Paixão Carneiro, líder ruralista e presidente do Sindicato dos produtores rurais de Ubá-MG, passou muito tempo da sua vida na estrada entre Ubá e Viçosa, com destino a universidade, para discutir uma proposta viável para a agricultura da nossa região.

O Dr. Antônio tinha um diagnóstico situacional na ponta língua: Segundo Ele após o esgotamento dos ciclos da poaia, do fumo, do milho em parceria com a agroceres, e finalmente da Cana de Açúcar, restou-nos uma minúscula e atrasada pecuária leiteira de subsistência. Ele dizia também que Ubá precisava realizar uma reforma agrária ao contrário, pois às propriedades muito pequenas não se tornavam sustentáveis economicamente. E como agravante o relevo, quando menos de 10% da área do município é plana o que tornava a mecanização impraticável.

Estudo de 1988, confirma que Ubá contava com 4.586 propriedades agrícolas, sendo a maior parte, em mãos de italianos ou descendentes, segundo Vida e Ação da Colônia Italiana no Município de Ubá - MG, editado pela Academia Ubaense de Letras. A partir dessa característica de parcelamento do solo, desaparece o latifúndio e, com ele, a monocultura do café, dando lugar à policultura do fumo, cereais, cebola, batata, pimentões, tomates, entre outros. Houve, em consequência, um decréscimo no setor agrícola da economia. Mais recentemente, o setor secundário, principalmente a indústria moveleira, passou a ser a atividade econômica mais importante de Ubá.


Entre 1949 e 1950, logo após a vitória da Revolução Chinesa, o país lançou sua própria reforma agrária, abolindo os latifúndios e redistribuindo a terra aos camponeses. Com base nessa agricultura de pequenos produtores, a China industrializou-se gradualmente e desenvolveu máquinas agrícolas adaptadas à agricultura em pequena escala. Hoje, a China produz mais de 4.000 tipos de equipamentos agrícolas. Nesse sentido, apesar da distância geográfica, a China e o Brasil compartilham uma surpreendente convergência em termos de pequenos agricultores, mobilização rural e caminhos rumo à equidade tecnológica.

Nas vastas terras do Brasil, cerca de 77% das unidades de produção agrícola são propriedades familiares, com dezenas de milhões de agricultores responsáveis por alimentar a nação.

Ao contrário dos sistemas agroindustriais altamente mecanizados, aproximadamente 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são produzidos por pequenos agricultores.

No entanto, esses agricultores enfrentam há muito tempo vários desafios: ferramentas agrícolas obsoletas, escassez de mão de obra e reforma agrária estagnada.

Para eles, o uso de máquinas agrícolas não é apenas uma questão de melhorar a produtividade, mas também uma busca por justiça social, uma forma de resistência e perseverança cotidianas. Isso torna a cooperação e a transformação especialmente urgentes e necessárias.

Convidamos você a assistir ao filme completo, ouvir mais histórias inspiradoras e testemunhar essa colaboração agrícola além-fronteiras.

Máquinas Chinesas, Terras Camponesas: tecnologia para alimentar o Brasil

              LEIA TAMBÉM! 

"Dr. Antônio Jacob da Paixão Carneiro foi dos cidadãos mais probos e atuantes desta Terra"




Aqui mais notícias

PT de Ubá questiona papel da Secretaria de Segurança após Prefeitura empurrar ônus da ordem pública para cidadão

"PT Ubá questiona Segurança no Carnaval de Ubá"

À qual classe social você pertence? Veja como elas são categorizadas.

Perdoai as nossas dívidas ou perdoai as nossas ofensas?

A Privatização do Lucro e a Socialização das Perdas: Uma Análise da Arrecadação em Ubá (2009-2022)