Os catadores de recicláveis em Ubá

No ultimo sábado ouvi uma entrevista dos catadores de recicláveis na Rádio Educadora, quando alguns reclamavam da falta de material e da possibilidade de não ter rendimentos ao final do mês. Nós respeitamos todas as formas de manifestação democrática e vamos continuar trabalhado para melhorar as condições de trabalho e renda dos catadores, mas não podemos concordar as acusações feitas ao prefeito Vadinho Baião porque são injustas.

Vamos aos fatos:

Desde o ano 2000, todos os catadores e catadoras que até a semana passada trabalhavam em condições desumanas no lixão de Ubá vem sendo conscientizados que haveriam de deixar o local. Todos sabem que por imposição legal não poderiam estar trabalhado naquele local.

No ano 2000 foi criada a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Recicláveis de Ubá – RECICLAU. A partir daí centenas de reuniões foram realizadas com o grupo envolvendo diversos órgãos e entidades de Ubá, estadual e nacional. Sala de aula foi montada no local; cursos de associativismo e cooperativismo pelo SEBRAE; Visitas a outras cidades para conhecer projetos bem sucedidos; cursos de capacitação para catadores fora de Ubá entre outras ações.

No de 2007 foi implantada a primeira central de triagem num galpão nas proximidades de lixão, com recursos aprovados pela fundação Banco do Brasil e colaboração do deputado federal Vadinho Baião para aprovação do projeto elaborado pela Adubar. A central de triagem funcionou apenas um mês até ser destruída num incêndio com suspeita de ter sido criminoso, mas que até o momento o inquérito policial não foi concluído.
O projeto de construir o novo aterro sanitário vem sendo acompanhado por todos os catadores: licenciamento ambiental; aquisição do terreno; todos estes passos são do conhecimento dos catadores e todos sabem que por imposição da lei não é permitido o trabalho de catação em aterro licenciado.

Em Ubá os catadores estão incluídos na política oficial de limpeza da cidade.

Ubá deve ter sido uma das primeiras cidades do Brasil a contemplar os catadores de recicláveis na sua legislação que define a política de limpeza Urbana. Vejamos a Lei 3.875 de 09 de Junho de 2010 que dispõe sobre a política municipal de Limpeza Urbana e Manejo de resíduos sólidos: Ver artigo 12º item III; Artigo 29º item III; confira no link: http://www.uba.mg.gov.br/upload/legislacao/%7BBBDDE1EA-BDB3-B875-3CEB-EEBBCA6AD7CC%7D.pdf

A mesma postura se repete na LEI Nº. 3.937, DE 24 DENOVEMBRO DE 2010 que Aprova o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e de Limpeza Urbana do Município de Ubá que incluem os catadores como parceiros privilegiados na política municipal de limpeza urbana. Ver plano na integra no www.uba.mg.gov.br.

Galpão e Caminhão a Disposição:

E finalmente neste esforço para encerrar as atividades do lixão e incluir a cidade de Ubá na Seleta lista de apenas 8% das cidades Brasileiras que dão destinação adequada ao seu lixo, a prefeitura de Ubá alugou um galpão, contratou um caminhão e colocou a disposição dos catadores para percorrem as ruas da cidade e coletar os recicláveis limpos e secos.

É preciso dar tempo e pensar outras estratégias:

Ninguém tem a ilusão que os moradores de Ubá vão numa atitude mágica e de uma hora para outra separar o lixo. Todos, inclusive os catadores sabem que estratégias terão que ser criadas para conseguir juntar os materiais necessários para a renda de sobrevivência que necessitam. Uma primeira estratégia é identificar buscar os grandes geradores de recicláveis. Uma segunda é bater de porta a porta para recolher o material antes de ser colocado nas lixeiras.

Os catadores precisar de renda:

Qualquer que seja a situação no atual galpão é muito melhor que no lixão, exceto quanto ao dinheiro arrecadado por isso é importante o apoio das pessoas e empresas doando os materiais: principalmente o pet, o papelão e o alumínio.

Vem ai a liberação de recursos da FUNASA.

Mais uma noticia que prova a preocupação do prefeito de Ubá Vadinho Baião com a categoria dos catadores de recicláveis do lixão são os dois projetos que foram apresentados um para a FUNASA e outro para a fundação Banco do Brasil, elaborados pela Adubar com total apoio da prefeitura. O projeto da FUNASA já foi aprovado e está em vias de aprovação dos recursos.

Claudio Ponciano - Vereador licenciado - Apoiador da RECICLAU




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