Primeiro de Maio: É nas horas vagas que a gente se encontra
No próximo dia 1º de maio, às ruas e comunidades se tornam o cenário de uma reflexão urgente para a classe trabalhadora. Sob o lema "É nas horas vagas que a gente se encontra", a Pastoral Operária propõe um olhar que vai além da produção: queremos falar sobre a centralidade da vida. Queremos conectar a mística da Pastoral Operária com a discussão contemporânea sobre a redução da jornada de trabalho e o direito ao bem-estar.
O Trabalho como meio, não como fim
Historicamente, o trabalho é a base da dignidade humana e da construção da sociedade. No entanto, vivemos um tempo em que a linha entre o "viver" e o "produzir" tornou-se perigosamente tênue. Como aponta o filósofo Nick Srnicek, se a sobrevivência exige jornadas de 50 ou 60 horas semanais, a nossa liberdade torna-se uma ilusão. O cansaço extremo não é um troféu, mas um sintoma de um sistema que prioriza o lucro sobre a saúde e os afetos.
O Direito ao Cuidado e ao Convívio
Quando afirmamos que "é nas horas vagas que a gente se encontra", estamos reivindicando o tempo para o cuidado:
Cuidado com a família e com os que amamos;
Cuidado com a comunidade e com a espiritualidade.
O tempo livre não é o "tempo da preguiça", mas o tempo da cidadania e da humanização. É no encontro fora das fábricas, escritórios e aplicativos que fortalecemos nossos laços, discutimos nossas lutas e exercemos nossa verdadeira essência.
Programação em Ubá
Para celebrar a força de quem constrói o país, convidamos todos para um momento de fé e mobilização:
17:30h: Caminhada com São José (Saída da esquina da Padaria do Moreno).
18:00h: Missa na Igreja N. Senhora Rainha da Paz (Bairro da Luz).
Lutamos por um mundo onde o trabalho seja fonte de vida, e não de exaustão. Afinal, precisamos trabalhar para viver, e não viver para trabalhar.
"Saiba Mais" ao final do post linkamos aquele conteúdo, reforçando que a luta por menos horas de trabalho é, na verdade, uma luta por mais tempo de vida.
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