POLÍTICA, ELEIÇÃO, PARTIDOS E SOCIEDADE.

Na ultima sexta-feira visitei o núcleo do câncer. Aproveitei-me de uma solenidade em homenagem ao Dr. Antônio Carlos Jacob, ex prefeito de Ubá , para conhecer as instalações no núcleo, uma vez que o trabalho eu já conheço e sou fã.
Impressiona realmente ver que mais de três mil pessoas são atendidas mensalmente sem recursos de governo, apenas com doações. Perguntei ao Presidente Sr. Otto qual a estratégia para arrecadar os recursos necessários se o núcleo não investe em publicidade. Ele respondeu que a sua melhor propaganda é o atendimento de qualidade que é prestado ao cidadão que se encarrega da propaganda boca a boca.
No sábado a tarde visitei a chácara do amigo José Elias Schiavom, foi com objetivo, além da procura por um bom papo, tive também a intenção de conhecer uma iniciativa envolvendo crianças do bairro Palmeiras. O José Elias e Andreia, sua esposa, abrem as portas da sua casa para receber mais de 30 crianças para jogar futebol e praticar leitura. Cada criança após o jogo leva para a sua casa um livro que é lido durante a semana e no sábado faz-se a troca.
Após o jogo deste sábad, embalamos num papo onde discutimos a eficácia da eleição, dos partidos, e da política. Discutimos qual será o caminho para realizar o nosso grande sonho da diminuição das desigualdades. Apenas ganhando eleições vamos conseguir mexer nas estruturas da nossa sociedade e diminuir as desigualdades? Eu acredito que não. O dinheiro está na mão de apenas 300 e poucos trilhonários e os problemas com o governo. As pessoas do bem, as idealistas, têm que participar da eleição para que estes postos não sejam ocupados por picaretas, mas é só. Quanto aos partidos eles só pensam no poder. Nenhum representa verdadeiramente a sociedade. Não gastam tempo para debater os problemas do povo e só debatem estratégias eleitorais.
Concordo com Dom Mauro Moreli, Bispo emérito da terra santa da baixada fluminense, (Duque de Caxias) quando diz que a solução não virá de Brasília, e sim da periferia. As duas experiências visitadas, no núcleo do câncer e na Chácara do Zé Elias apontam nesta direção.Eles não tem que substituir o pepel do estado,mas estas estas eperiências por si só denunciam que este estado icompetente tem que ser destruido para sugir algo novo. Não perspectiva do estado mínimo neo-liberal, mas na perpectiva de um estado a serviço dos mais fracos, e não a serviço de uma elite.
Também não comemoro a eleição de Obama. Para mim é um fato histórico um negro chegar na Casa Branca e só isto. É um negro numa estrutura branca e opressora: o império norte americano.
Precisamos fortalecer a sociedade civil, só a sociedade organizada pode ir controlando o estado até destruí-lo ou transforma-lo. Que sejamos todos anarquistas.

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