A Privatização do Lucro e a Socialização das Perdas: Uma Análise da Arrecadação em Ubá (2009-2022)
Paradoxos do Sistema de Saneamento de Ubá
Com todos os gráficos em mãos, o documento final pode agora fundamentar a tese de que há um desequilíbrio profundo entre arrecadação e entrega de serviço: Receita Máxima vs. Atendimento Mínimo: A arrecadação atingiu seu recorde histórico em 2022, mas o índice de atendimento urbano de água permanece estagnado abaixo de 85%. Desperdício Remunerado: A concessionária fatura quase R$ 40 milhões anuais enquanto o índice de perdas na distribuição também atingiu seu pico histórico de 45,66%. Ou seja, o faturamento recorde não está sendo convertido em redução de desperdício físico.
Custo Social: A população paga 50% a mais na fatura pelo serviço de esgoto, em uma estrutura tarifária que subiu 25,87% acima da inflação (IPCA) no período.
Conclusão para o Diagnóstico Final
O gráfico de arrecadação total é a prova de que não há falta de recursos financeiros na operação de Ubá. O que os dados demonstram é uma transferência de renda agressiva da população para a concessionária, sem a contrapartida da universalização prevista em contrato ou da eficiência operacional necessária para preservar o recurso hídrico.
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