A evolução da rede de distribuição de água em Ubá reflete três momentos distintos de gestão e planejamento urbano. Entre 2009 e 2013, o município viveu uma estabilidade inicial, com a rede mantendo-se praticamente estagnada abaixo dos 200 km de extensão.
A partir de 2014, observou-se o primeiro salto de expansão, quando a rede ultrapassou a marca dos 200 km. Esse patamar de crescimento, que durou até 2020, foi fruto da regularização urbana, período em que o município superou o desafio dos loteamentos irregulares, passando a exigir que novos empreendimentos fossem entregues com a infraestrutura necessária.
O período mais impactante, contudo, ocorreu no biênio 2021-2022 com uma expansão acelerada. A rede sofreu um crescimento massivo, saltando de aproximadamente 210 km para mais de 360 km de extensão. Esse avanço histórico é reflexo direto da assinatura de um novo contrato de prestação de serviços e dos efeitos contínuos da política de loteamentos regulares, consolidando a base para a universalização do atendimento.
O salto de mais de 150 km de rede entre revela uma vitória do planejamento urbano sobre a infraestrutura, mas cria um "vazio" estatístico temporário: Graças à política de loteamentos regulares, a rede de distribuição agora chega antes do morador. O custo da expansão foi assumido pelo setor imobiliário, e não apenas pela concessionária. Isso explica por que a rede saltou para mais de 360 km, mas o índice de atendimento ainda paira em 89,6%. Há quilômetros de tubulação prontos sob o asfalto de bairros que ainda estão em fase de construção ou venda de lotes. Para a concessionária, essa rede ociosa representa um desafio de manutenção: a água precisa circular para manter a qualidade, mas há poucos hidrômetros registrando consumo nessas novas áreas.
A receita da concessionária cresceu 90,71% em cima da base antiga, enquanto a base nova (os 150 km expandidos) ainda não gera consumo pleno, mas já garante que o erro dos loteamentos clandestinos do passado não se repita.
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