O trânsito não é apenas "fluxo de carros", mas segurança para o pedestre, o que parece estar em segundo plano na gestão atual
O papel do prefeito e seus secretários é comparável ao de um "síndico da cidade". Enquanto o síndico de um prédio cuida do bem comum dos condôminos, a prefeitura é a responsável constitucional por serviços que impactam diretamente o dia a dia, como lixo e trânsito
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) atribui aos municípios a competência de planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos e pedestres. Isso inclui sinalização, fiscalização de excesso de velocidade e garantia de acessibilidade nas calçadas.
Mas o que diz o povo de Ubá em 2026 na consulta realizada na página ubaprefeitura. As solicitações por quebra-molas, semáforos e faixas de pedestres, somadas às críticas sobre a falta de calçadas acessíveis (com "degraus" e buracos), mostram que a engenharia de tráfego não está atendendo à demanda atual. A reclamação sobre o fluxo de caminhões no centro também aponta para uma falha no planejamento logístico. -
O trânsito não é apenas "fluxo de carros", mas segurança para o pedestre, o que parece estar em segundo plano na gestão atual. Colocam os pedestres em risco diariamente na Rua São José, esquina com Duque de Caxias, quando interferem no funcionamento do semáforo mantendo o mesmo em atenção permanente (amarelo) para liberar congestionamento na Rua Sete de Setembro e outras da região. Com esta medida condenam os pedestres a atravessar a rua na frente dos carros em velocidade acelerada para entrar na Beira Rio - Rua Comendador Jacinto Soares de Souza Lima.
Há relatos de acúmulo de lixo em bairros periféricos (como o Paulino Fernandes IV e Santa Edwiges II), bueiros entupidos e falta de coleta seletiva. E há indícios de falha operacional. Quando o lixo se acumula ou a limpeza de bueiros é negligenciada, o município descumpre sua obrigação de zelar pela saúde pública e prevenir alagamentos.
Pode-se dizer que o governo municipal está falhando na manutenção do básico.
A análise dos 80 comentários permite afirmar que existe um descompasso entre a "cidade oficial", que publica propagandas de melhor gestão, e a "cidade real" que sofre com calor extremo por falta de árvores e ruas esburacadas.
O tom dos comentários não é de quem pede "luxo", mas de quem cobra o cumprimento do contrato social básico: ruas limpas, trânsito seguro e um ambiente respirável, arborização.
A predominância de cobranças e relatos de abandono em bairros específicos sugere que a percepção de desaprovação é considerável. O governo parece focar em grandes obras ou "marketing", enquanto a função de "síndico" — o cuidado cotidiano com a zeladoria urbana — apresenta lacunas graves.
